Um dos grandes empresários do setor plástico do Brasil e grande incentivador de grupos de trabalho dentro do INP, Vitaliano Raiola já não está entre nós desde o dia 22 de junho. Italiano, radicado no Brasil desde 1951, Raiola fundou a Marfinite, uma das grandes empresas do setor plástico brasileiro e deixa sua marca, caracterizada pelo empreendedorismo, inovação e vontade de vencer.
Foi um excelente exemplo de empresário dedicado, preocupado com o desenvolvimento setorial e sempre um guerreiro quando assunto era promoção e defesa da indústria plástica brasileira. Nascido em 2 de julho de 1927, Raiola formou-se em Zootécnica e Engenharia Agrônoma em 1947, pela Universidade de Milão. Seus primeiros passos profissionais foram como estagiário de uma fazenda perto de Paris, onde ficou por oito meses. Após essa experiência, decidiu mudar-se para América do Sul, onda daria início a sua brilhante carreira empresarial no Brasil.
Se a inovação, atualmente, é um tema bastante discutido no mundo empresarial, como sinônimo de competitividade, Raiola já via na inovação uma ponte para seu sucesso empresarial. Essa característica está registrada, no Brasil, pelos seus primeiros movimentos pelo mundo empresarial. Basta lembrar que em 1953, em parceria com um amigo Húngaro, Raiola dava início à produção de mesas de futebol, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, negócio que foi comprometido, em função de determinação do então prefeito da capital, Jânio Quadros, que proibiu essa modalidade de jogo na cidade. Entretanto, Raiola não se abalou e buscou uma saída, dois anos depois, dessa vez em parceria com um italiano, que o apoiaria na criação da empresa Marfinite.
Os primeiros passos da Marfinite foram para a produção de bolas de bilhar com tecnologia brasileira, artigos esportivos, como equipamentos para bocha – jogo muito apreciado à época pela comunidade italiana que morava no Brasil -, bolas e pinos de boliche, entre outros acessórios. Mais tarde, ampliou o portifólio de produtos, com móveis para jardins e piscinas, utensílios para o lar, etc. Em 2008, o grupo A2DP assumiu o controle da Marfinite e Raiola passou a atuar no Conselho da empresa.
“Seu Vital Raiola”, como gostava de ser chamado, deixa um legado muito valioso para todo o setor plástico e também para o empreendedor e empresário brasileiros, uma vez que, em vida, foi exemplo de superação, determinação, criatividade e visão de futuro.
Em nome de toda a cadeia produtiva do plástico no Brasil, nosso pesar pela partida de um grande nome de nossa indústria e também nossos sinceros agradecimentos por todo o legado deixado para a indústria brasileira.