Foi na década de 80 que o tema reciclagem começou a ganhar força. Isso aconteceu ao se constatar que matérias-primas de fontes renováveis e não renováveis estavam se esgotando, bem como o espaço destinado para descarte de resíduos.
Nesse momento, observou-se que ao reaproveitar os materiais descartados se reduziria a quantidade de lixo e isso geraria alguns benefícios, como economia de energia e recursos naturais, além de diminuir a demanda de tratamentos finais, como aterramento ou incineração.
Basicamente, a reciclagem passa por três etapas, sendo que a primeira compreende a coleta e separação do lixo. Para facilitar esse processo, o Brasil adotou há alguns anos um padrão de cores para os recipientes coletores, exclusivas para cada material.

Mas não são apenas eles que seguem um modelo. Alguns produtos e embalagens recicláveis também possuem um símbolo representativo. No caso dos plásticos, a identificação segue a ABNT NBR 13230. Esta Norma, que existe desde 1994, passou por um processo de atualização recente e no momento encontra-se em Consulta Nacional.
A revisão da ABNT NBR 13230 traz inovações. Além da tradicional identificação para o poli(tereftalato de etileno) (PET), polietileno de alta densidade (PEAD), poli(cloreto de vinila) (PVC), polietileno de baixa densidade (PEBD), polipropileno (PP), poliestireno (PS), foi incluída a possibilidade de utilizar o símbolo de reciclagem com o número 4 também para o polietileno de baixa densidade linear (PEBDL).
Outra novidade é a simbologia para embalagens compostas de outras resinas. Por exemplo: se a composição for poliamida e poli(tereftalato de etileno), pode-se utilizar qualquer uma das representações ao lado.
A Norma traz também os padrões para gravação das abreviaturas, dos números e do símbolo de reciclagem.
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