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Uma das grandes novidades do setor plástico, atualmente, é a utilização da glicerina, que sobra como subproduto no processo produtivo do biodiesel, e é transformada em propeno, resina usada para produzir polipropileno (PP). Esse plástico tem diversas aplicações, sendo usado, em larga escala, em automóveis, eletrodomésticos, seringas descartáveis, fraldas, embalagens para alimentos, produtos de limpeza, entre outros.
Estima-se que cada vez mais se produza glicerina a partir desse processo. Em alguns anos, a previsão é de que o País crie um excedente incapaz de ser absorvido pelo mercado nacional. Pensando nisso, em 2009, a Nova Petroquímica (antiga Suzano) deve inaugurar uma planta provisória para desenvolver e pesquisar alternativas para o uso industrial do produto.
Em parceria com estudiosos do tema, a empresa já vem realizando alguns testes. Um deles verificou que a glicerina do processo do biodiesel tem maior poder plastificante do que a comercial, originada pelos derivados do petróleo. A primeira apresenta melhores propriedades mecânicas, como maior resistência à tração e alongamento, capaz de plastificar polímeros produzidos com amido.
Voltada para o setor plástico, esta é apenas uma solução para o uso da glicerina. Outras estão em desenvolvimento, como, por exemplo, a queima da substância para produção de energia elétrica na própria fabricação do biocombustível.
Além da flexibilidade industrial, a glicerina serviria também como alternativa para produzir plásticos biodegradáveis.
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