Para reduzir o consumo de sacolas plásticas em supermercados, a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), o INP (Instituto Nacional do Plástico), a Plastivida (Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos), a Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas) e a Apas (Associação Paulista de Supermercados) se uniram e lançaram o "Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas", implementado em fase-piloto no início de maio, em São Paulo, e estendido a outras nove capitais a partir de julho.
Com foco nos três R: redução, reutilização e reciclagem, a idéia do projeto surgiu há cerca de um ano e meio, ocasião em que o grupo percebeu que a qualidade das sacolas plásticas não estava em conformidade com as normas da ABNT.
Uma pesquisa do Ibope com mil mulheres das classes B, C e D - 600 na Grande São Paulo e 400 em bocas de caixas de supermercados da capital - revelou que 61% dos entrevistados usam apenas metade da sacola e 13% disseram usar duas de uma vez, como reforço. O argumento é que o material não suportaria o peso, que é de 6kg.
O estudo também mostrou que 75% preferem carregar as compras em sacolas plásticas e que 100% as reutilizam como saco para lixo. Os números serviram para orientar as medidas do Programa, cuja meta é diminuir de 18 para 12,5 bilhões a produção anual de sacolas, uma queda de 30% no montante.
Para alcançar este objetivo, operadores de caixa, empacotadores e monitores das redes de supermercados participantes estão sendo capacitados. Outra iniciativa desenvolvida pelas empresas parceiras é a sacola retornável, que suporta mais de 10kg, visando despertar o uso consciente nos consumidores e, com isso, evitar o desperdício.
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