Prezado(a)s Sr(a)s,
Os meios de comunicação têm aberto grande espaço à campanha contra as sacolas plásticas. Neste mês de setembro, em que firmamos o convênio entre a Plastivida e o INP para divulgar o recém-criado Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, sofremos vários ataques, sobretudo na TV Globo.
As sacolas plásticas e o plástico como um todo viraram a bola da vez na questão ambiental, assim como já vinha ocorrendo em outros países. Isto significa que não será nada fácil reverter essa imagem negativa que está sendo difundida em larga escala, que envolve comportamento, moda, preocupação com a sobrevivência do planeta, tudo isso estimulado pelo marketing de outros produtos.
Este cenário é campo fértil para o surgimento de campanhas oficiais e projetos de lei que busquem proibir o uso de sacolas plásticas pelo varejo. Já havíamos enfrentado a questão dos oxi-degradáveis em todo o país. Agora, estamos acompanhando a tramitação de um projeto de lei neste sentido na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
Nossa estratégia é trazer o debate para o campo da racionalidade e do equilíbrio. É preciso ponderar sobre a importância do plástico para a vida contemporânea, a necessidade de fazer análises científicas sobre o ciclo de vida dos produtos, de educar a população sobre consumo responsável e de estimular a reciclagem, inclusive a energética.
A sacola plástica é um produto 100% reciclável, com múltiplos reusos (estamos pesquisando este verdadeiro fenômeno de reutilização, mas já contamos mais de 50 usos) e que pode ser veículo de educação ambiental, por meio de campanhas pelo consumo responsável.
Mas não seremos ouvidos se não cumprirmos nossa obrigação de produzir sacolas plásticas e outros descartáveis em geral com maior qualidade e resistência, reduzindo a necessidade de usos em duplicidade. Esta mudança cultural é que dará consistência ao nosso posicionamento.
Escrevemos para informar previamente a todos que realizaremos algumas ações de impacto visando estabelecer um contraponto aos ataques e reposicionar a discussão. No dia 4/10, uma coletiva de imprensa para anunciar a criação do programa; no dia 5/10, a publicação de um anúncio-manifesto (“O consumo responsável de sacolas plásticas é uma necessidade. Fazer a discussão de forma responsável também”) nos principais jornais do eixo SP/RJ e, no dia 6/11, um grande evento de lançamento do programa e do termo de compromisso. Além disso, estamos preparando artigos, agendas positivas sobre sacolas plásticas, contatos com jornalistas e formadores de opinião, e ações educativas sobre consumo responsável.
Estamos estabelecendo contato e ações em comum com governos, redes do varejo, ONGs, órgãos de defesa do consumidor, entidades empresariais, cooperativas de reciclagem, Usina Verde (projeto-piloto de reciclagem energética) e personalidades do segmento ambiental.
À medida que formos elaborando materiais de apoio (press-releases, folders, cartilhas, anúncios, logomarca e outros) sobre sacolas plásticas, os mesmos serão disponibilizados para todas as empresas do setor. Pedimos que sejam reproduzidos em jornais, sites e outras ferramentas de comunicação de cada empresa, de forma a ampliar nossa comunicação interna e externa.
Por fim, gostaríamos de dizer que convocaremos algumas reuniões de alinhamento da indústria durante o mês de outubro para a necessária análise dos fatos e preparação de todos.